Ganho de gordura abdominal e dificuldade de emagrecimento após os 40 anos.
A grande preocupação é que aos 40 anos a mulher está mais próxima da menopausa, onde as mudanças são mais significativas.

Texto por: Caroll Martins
Uma das maiores reclamações das mulheres com mais de 40 anos é o aumento da gordura abdominal. Isso de fato acontece e tem relação com o período da perimenopausa. Nessa fase ocorrem oscilações hormonais principalmente com redução na produção de estrogênio. Isso faz com que algumas características da mulher como a localização do maior acúmulo de gordura que antes era na parte inferior do corpo passe a ser maior na parte superior, percebido o ganho de gordura abdominal. Essas mudanças também vem acompanhada de uma dificuldade percebida em emagrecer. Os estudos mostram uma relação em parte com as mudanças hormonais, mudanças metabólicas e também a uma redução no nível de atividade física.
A questão estética do aumento de gordura abdominal incomoda bastante as mulheres, mas o grande problema é que essa gordura gera um processo inflamatório importante. A gordura visceral está fortemente associada a uma inflamação crônica de baixo grau, podendo aumentar as chances de esteatose hepática (gordura no fígado), hipertensão arterial, diabetes e risco cardiovascular. Esse quadro inflamatório gera uma resistência à insulina que vai dificultar ainda mais o emagrecimento.
A grande preocupação é que aos 40 anos a mulher está mais próxima da menopausa, onde as mudanças são mais significativas. A chance e a ocorrência de diversas doenças crônicas aumentam em conexão com a diminuição dos níveis de estrogênio, incluindo tumores (em especial câncer de mama) e osteoporose. O risco da obesidade central em mulheres na menopausa é cinco vezes maior do que antes da menopausa.
Os pilares da prevenção para reduzir a atividade pró-inflamatória são uma dieta saudável pobre em gorduras saturadas e açúcares refinados e rica em carboidratos complexos, fibras, proteínas, atividade física regular, baixa ou nenhuma exposição à poluição atmosférica e tabagismo, boa qualidade de sono, bem-estar social e gerenciamento do estresse. Esses comportamentos podem levar à redução do acúmulo de gordura visceral que está associada à inflamação sistêmica. A suplementação de ômega 3 rica em EPA e DHA apresenta Diferentes propriedades pró e anti-inflamatórias contribuindo para reduzir essa resposta inflamatória por apresentar.
A melhor conduta é a mudança no estilo de vida para evitar o acúmulo de gordura abdominal. Para isso, mulheres com mais de 40 anos devem estar atentas ao aumento da circunferência da cintura e fazer o controle da ingestão e gasto calórico e se necessário investir no emagrecimento visando a melhora estética e da saúde global.
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